O QUE É TANTRA E QUAIS OS SEUS BENEFÍCIOS

 

É possível desenvolver uma terapia em grupo com o Tantra?

Sim, o Tantra é um caminho de autoconhecimento, que desenvolve Sexualidade, Poder Pessoal e Espiritualidade em sinergia, e sua prática pode ser realizada individualmente, em casal ou em grupo.

Como funciona e quais os prós e contras durante esse encontro?

Os grupos geralmente são realizados em polaridade, ou seja, com o mesmo número de homens e mulheres, e os exercícios são praticados em espelho, uma pessoa de frente para a outra, preferencialmente um homem e uma mulher, para que haja equilíbrio entre a energia masculina e feminina.

Por utilizar meditações ativas, ou seja, com muito movimento corporal, respirações intensas e soltura de sons, a atividade em grupo se torna muito interessante, potente e divertida, é uma experiência de liberdade e espontaneidade, melhorando a disposição, a autoestima e o relacionamento com as pessoas e consigo mesmo.

Claro, por se tratar de um grupo, as questões individuais não são trabalhadas com tanta personalização como num desenvolvimento individual ou em casal, mas, com certeza, terão resultados positivos em sua vida.

O grupo permite ainda conhecer e se relacionar com pessoas que estão na mesma vibe, com os mesmos interesses, facilitando o aprofundar-se no Tantra, conhecer os benefícios do Tantra para outras pessoas, compartilhar experiências e fazer novas amizades.

Qual o poder desta terapia?

O grande poder do Tantra está na possibilidade de você se autoconhecer profundamente, olhar para aspectos seus que você não conhecia, mesmo num grupo que não é 100% personalizado, pois o Tantra trabalha muito a resposta do seu corpo, que são respostas involuntárias, respostas que não são possíveis controlar.

O Tantra é intenso, profundo, ele vai direto ao ponto, ele ultrapassa o crivo da mente, não tem como fazer mais ou menos, ou você entra e faz de verdade ou não faz, não tem como enganar ou fingir, não tem como ficar no superficial.

É um caminho que trabalha ao mesmo tempo corpo, mente, emoções, sentimentos e sensações. O essencial é permitir sentir e expressar o que sente, com verdade.

 

Por Bruno Prashanti e Paula Nigama

   

MEDITAÇÃO

 

Meditar é questão de acesso, principalmente um acesso a si mesmo. Imagine você como um labirinto cheio de surpresas. As primeiras voltas no labirintos serão complicadas, você vai se perder, vai ficar preso em algum lugar, vai ficar com raiva por não chegar em lugar nenhum, talvez você encontre algo que não goste e saia correndo, ou talvez encontre algo que goste demais e não queira mais deixar o lugar onde encontrou. Meditar é caminhar pelo labirinto e chegar à sua saída. Conforme você percorre o labirinto e melhor está preparado para as surpresas, mais fácil você o percorre, mais gostoso é o labirinto. Assim é a meditação, quanto mais você pratica, mais preparado você está e com mais facilidade você entra em estado meditativo, pois você aprende a lidar com qualquer fator externo ou interno que possa lhe atrapalhar, podendo transformá-los inclusive em fatores de auxílio. Quanto mais você visita o labirinto, mais você aprende sobre ele.

3. Caso seja um dia agitado, seja no escritório ou home office e não encontre oportunidade para fechar os olhos e tranquilizar a mente, técnicas da meditação, como melhorar a postura, atentar-se à respiração, trazem também benefícios tanto para o indivíduo como para a produtividade do trabalho?

Sim, qualquer movimento que nos permita relaxar um pouco e nos trazer para o presente auxilia na redução do estresse, da ansiedade e das dores no corpo. E tudo isso reflete de modo positivo para o indivíduo e na sua produtividade.

Por outro lado, isso pode ficar apenas no paliativo. Meditação é atitude e posicionamento na vida também. Talvez o necessário para aliviar o estresse, a ansiedade e as dores nas costas seja dizer sim para o que quer e não para o que não deseja, por exemplo. Pode ser compartilhar suas ideias com um colega; pode ser conversar com o chefe sobre uma nova dinâmica para realizar o trabalho, que permita entregar o que foi pedido de uma maneira mais agradável para você. O expressar o que sente, o que deseja, faz uma grande diferença também. Olhando de maneira ampla, expressar-se é também uma forma de praticar meditação.

4. Dar pequenos objetivos, como fazer uma respiração profunda, prestando atenção no ar que entra e o que sai, ajuda a conseguir uma regularidade na prática e deixar as próximas mais confortáveis?

Meditar não é uma prática costumeira aqui no ocidente e começar com pequenas doses auxilia a transformamos os nossos hábitos. Então, colocar atenção na respiração, parar por um minuto, olhar para o céu, observar um animal brincando, as pequenas coisas nos ajudam a entrar em estado meditativo e a perceber os seus benefícios, como leveza, clareza nos pensamentos e melhor tomada de decisões, uma sensação de paz e de felicidade, disposição para realizar as tarefas do dia. Vale tomar cuidado apenas para não tornar a meditação como um exercício de fuga de si, ao contrário de utilizá-la como uma ferramenta de conexão profunda com o que sente, ou seja, meditar para fugir dos pensamentos, para não sentir suas emoções, para sair da realidade, para fingir que está tudo bem. Até porque, após meditar, todos os problemas e a realidade voltam. Meditar é mais prático e real do que místico. Meditar é entrar em contato consigo e ver a realidade como ela é, por todas as suas perspectivas e possibilidades.

5. Caso seja possível, ouvir um som calmo, também tem potencial de acalmar a mente?

Claro, a música tem papel importante para o nosso estado mental e emocional, pois ela pode nos conectar com uma lembrança, movimentar as nossas vontades (de dançar, por exemplo), pode nos conectar com uma emoção, assim como influenciar o nível de atividade cerebral, uma música mais agitada e pesada traz mais intensidade aos pensamentos, uma música mais calma e tranquila nos traz uma sensação de relaxamento, a vontade do nosso corpo, das nossas emoções e pensamentos é de calmaria, de parar um pouco, de deitar, de ficar em silêncio.

Por outro lado, se estamos muito nervosos, uma música calma pode nos deixar mais nervosos ainda. Neste sentido, é bom inclusive ouvir uma música agitada e soltar o corpo e cantar alto, após expressar tudo o que está sentindo, virá a calmaria, a mente estará mais tranquila e, o corpo, mais leve.

6. Não se cobrar por não conseguir se desligar dos compromissos e estresse, em um primeiro momento, é uma boa dica para quem está começando?

Exatamente. A meditação não pode se tornar uma obrigação, uma meta. Caso haja uma meta, já não é meditação. Entenda, meditar é sair do controle da mente. Se colocamos metas e compromissos, a mente estará mais no controle do que nunca, ela estará assistindo cada um dos seus passos e te cobrará por isso, tornando a prática de meditação uma fonte de estresse e de problemas.

Meditar é relaxar, se conectar com o silêncio, acessar as suas emoções e sensações, é uma ferramenta de autoconhecimento.

Caso seus pensamentos estejam muito intensos e as mesmas ideias e mensagens estejam martelando incessantemente, meditar pode ser justamente dar vazão aos pensamentos, olhar com profundidade para o que está vindo à sua cabeça. Neste aspecto, meditar seria exatamente entrar nesses tais pensamentos recorrentes.

7. Porque especialistas em meditação, gurus e outros interessados na prática comentam que com a prática regular, cada vez fica mais fácil e você consegue manter um estado meditativo em qualquer situação. Como é isso?

Meditar é questão de acesso, principalmente um acesso a si mesmo. Imagine você como um labirinto cheio de surpresas. As primeiras voltas no labirintos serão complicadas, você vai se perder, vai ficar preso em algum lugar, vai ficar com raiva por não chegar em lugar nenhum, talvez você encontre algo que não goste e saia correndo, ou talvez encontre algo que goste demais e não queira mais deixar o lugar onde encontrou. Meditar é caminhar pelo labirinto e chegar à sua saída. Conforme você percorre o labirinto e melhor está preparado para as surpresas, mais fácil você o percorre, mais gostoso é o labirinto. Assim é a meditação, quanto mais você pratica, mais preparado você está e com mais facilidade você entra em estado meditativo, pois você aprende a lidar com qualquer fator externo ou interno que possa lhe atrapalhar, podendo transformá-los inclusive em fatores de auxílio. Quanto mais você visita o labirinto, mais você aprende sobre ele.

   

fé

 

Eu gosto muito de um episódio da Bíblia, em que Moisés está junto com o seu povo diante do Mar Vermelho, e o Faraó está chegando com o seu exército para matá-los todos.

Neste momento, Moisés sente de coração que deve tocar o Mar com o seu cajado e o Mar se abre, salvando seu povo e afogando o Faraó e seu exército. Um dos milagres mais bonitos da Bíblia.

Quantas vezes na vida não nos vemos nessa mesma situação, em que estamos batalhando por um sonho e, de repente, damos de encontro com um mar, sem ter mais para onde ir, sem nenhuma solução possível, parece que vamos ironicamente morrer na praia.

Mas não. Algo interno, algo vibra dentro de nós, algo nos diz que não acabou, que não chegou o fim. Esse algo, essa vibração, essa voz nos faz dar mais um passo, só mais um passo. E, ao continuar, um novo mundo se abre para nós, possibilidades que não havíamos pensado antes, oportunidades que não tinham surgido antes para nós.

Aparece alguém para nos ajudar, o dinheiro que faltava aparece nas nossas mãos, surge uma oportunidade de trabalho, você volta a se relacionar bem com a pessoa com quem estava brigada, são os milagres da vida.

Mas, para isso, você tem de dar mais um passo, não importa o quão cansado você está, não importa o quanto você está só e parece que não há saída nenhuma. Acredite, dê mais um passo.

E dar mais um passo pode ser olhar à sua volta com um olhar diferente, focar em encontrar soluções e não em alimentar os problemas, pode ser falar com aquela pessoa que você acha não vai ajudar em nada, poder ser entregar mais um trabalho, pode ser entregar mais um currículo, pode ser falar com aquela pessoa mais uma vez, pode ser ajudar o outro novamente.

A está além do esperar que Deus resolva as coisas para a gente. Deus nos coloca desafios no dia-a-dia para superarmos eles, para aprendermos, para amadurecermos, para estarmos mais preparados, para sermos mais felizes, para encontrarmos a solução, para darmos mais um passo.

Nós só descobrimos os nossos limites, quando nós ultrapassamos ele. Se pararmos antes, não saberemos do que somos capazes de fazer.

E todos nós podemos muito mais do que achamos que podemos.

Permita-se! Não acredite nas únicas opções que você tem. Sempre que achar que está chegando no limite, dê um passo a mais. Algo maravilhoso vai acontecer!

Alguns chamam isso de sorte. Eu chamo de .

Por Bruno Prashanti

   

FELICIDADE

Felicidade

Ao falar de felicidade, lembro de um dia em que estava tomando café com uns senhores mais velhos e um diz para o outro: “já fui rico, já fui pobre, com certeza prefiro ser rico”. E o outro responde: “também já fui rico e já fui pobre, eu prefiro ser feliz”.

Muito da nossa felicidade parece depender do que está à nossa volta, do externo. E, de certa forma, é verdade. Uma casa confortável, um trabalho interessante, uma família bem relacionada, um parceiro ou parceira que nos entende, um reconhecimento do chefe, uma viagem para a praia, enfim. Essas coisas nos deixam felizes.

Por outro lado, nada disso nos traz felicidade se não estivermos abertos para ela chegar. Às vezes, o pôr do sol, o dinheiro no bolso, o carro importado, uma declaração de amor, nada disso nos movimenta de verdade, parece que não é o suficiente, parece que a felicidade não chegou, apesar de acharmos que deveríamos estar felizes com aquilo.

E isso geralmente acontece quando não estamos bem com nós mesmos, como costumamos dizer. Se algo nos incomoda, se há uma tristeza, uma preocupação, uma frustração ou baixa autoestima, nada do que surgir ao nosso redor nos trará alegria, pois só teremos os olhos da tristeza, da preocupação, da negatividade para olhar para aquilo. O mundo é o que escolhemos ver.

E como sermos felizes?

Essa pergunta existe desde que o mundo é mundo e, infelizmente, não há uma resposta certa ou uma receita precisa, mas há propostas de caminhos.

Entendemos felicidade como um estado de espírito, um estado de paz interior, um estado de equilíbrio interno. Neste estado, não quer dizer que não há tristeza ou raiva. Podemos estar tristes, mas nós sentimos a tristeza, choramos e deixamos ela se esgotar e ir embora, abrindo espaço para todas as outras emoções.

O que nós buscamos não é não ficarmos tristes. A tristeza é importante para o nosso crescimento, para momentos de introspecção, para nos conhecemos melhor. Inclusive é a tristeza quem nos dá a noção do que é a felicidade.

O que buscamos é não sairmos do equilíbrio com tanta facilidade e, se entrarmos em desequilíbrio, voltarmos ao estado de paz com mais facilidade.

E isso não é algo pensado, que se entende e é possível fazer a partir do outro dia. Isso é um aprendizado. Ser feliz é um aprendizado e uma escolha.

E escolher não é fácil, pois, se você escolhe uma coisa, perde outra. Se for para escolher, que seja algo que te liberte, não que te aprisione. Felicidade é dizer sim para aquilo que você quer para a sua vida, e não para  aquilo que você não deseja ver mais acontecendo na sua vida.

É olhar ao redor com diferentes olhares. Nós sempre julgamos. Mas, quando olhar para algo, procure ver mais do que a sua primeira impressão. Sempre que você ver algo ruim, procure ver o que tem de bom naquilo. Assim como, ao ver algo bom, procure perceber o que tem de mau naquilo também.

Isso é um bom exercício. Ele amplia a nossa percepção sobre a realidade.

Outra prática interessante é olhar para si. Lá dentro. Pode não ser fácil, ás vezes, mas o que virá depois é maravilhoso.

Olhe para dentro e permita-se sentir o que há dentro de você e expresse. Procure expressar o que você sente, procure dar vazão ao que você sente. Expresse em desenho, cante, dance, ria, fale para o espelho, fale para quem tem de ouvir, bata no travesseiro, xingue a foto, mas coloque para fora.

Se você escolher ser feliz, será uma aventura e uma caminhada incrível. E, neste caminho, sendo rico ou pobre, sozinho ou acompanhado, jovem ou velho, tendo ou não tendo, você estará em paz e tranquilo.

Felicidade não é um lugar a se chegar, felicidade é um caminho a se seguir!

 

Por Bruno Prashanti

   

O QUE É SER TÂNTRICO

O que é ser tântrico

O Tantra é, um sua origem, um caminho de iluminação, uma jornada de encontro com o nosso eu mais puro, um encontro que possibilita uma vida de mais prazer, presença, sabedoria, paz, compaixão; e menos ignorância, sofrimento, inveja, raiva, rancor.

O propósito dos tântricos é viver uma vida mais plena, com mais presença no presente, fluindo na vida com mais prazer e com menos sofrimento, ou seja, estar presente durante as refeições, saboreando e sentindo cada garfada; aproveitar e curtir os momentos com os filhos ou com o(a) parceiro(a) de vida, sem estar preocupado ou angustiado com coisas externas; sentir prazer e ganhar energia com a profissão que se dedica; ser tocado pelas belezas que existem no dia-a-dia, no cotidiano. E tudo isso não como uma encenação ou algo fabricado: “ver beleza, pois tem de ser belo”, “curtir o momento, porque deve ser um momento a ser curtido”, “falar que está feliz no trabalho, porque o trabalho tem de ser algo prazeroso”. Não. Apesar da misticidade e de toda a poesia do Tantra, ele é um dos caminhos de transformação mais reais que existem. Ele não fabrica a realidade, pelo contrário, ele procura tirar todos os véus dos olhos para enxergar, sentir e entender a realidade como ela realmente é, por todos os seus ângulos, por todos os pontos de vista possíveis. Aí sim, ele usa e dança com a realidade da melhor maneira para ele. Ele usa a realidade e o seu relacionamento com ela a favor do seu autoconhecimento, do seu amadurecimento, do seu empoderamento, do seu crescimento.

O tântrico busca ser o protagonista de sua vida, seguindo o vibrar do seu coração, e não viver na normoze, numa vida automática, numa vida que apenas passa. O tântrico é aquele que tem o poder e a capacidade de escolher e realizar o que quer para si. O tântrico não escolhe por falta de opção, ele escolhe por criar infinitas possibilidades. Ele pode transformar os limões que recebe em uma limonada, mas, mais que isso, se ele deseja uma laranjada, ele transforma os limões em laranjas.

O tântrico opta por algo que o expanda, e não que o limite. E o mais importante, o tântrico se responsabiliza pelos seus atos. Seja qual for sua decisão, sua atitude, ele reconhece a sua responsabilidade sobre a consequência. Apesar de ser conhecido como o caminho da liberdade, ser tântrico não é fazer o que quer, mas sim, conseguir o que quer, sem perder energia e sem se machucar.

Ser tântrico é escolher ser feliz.

 

Por Bruno Prashanti

   

MEDITAÇÃO, UM ESTADO DE SILÊNCIO COMPLETO

MEDITO PARA ME ENCONTRAR OU PARA FUGIR DE MIM?

A meditação é, por definição, um estado de silêncio completo, a ausência de pensamentos, o momento em que a mente não existe mais. É um caminho de encontro com a nossa verdadeira essência, com a energia que cria e guia o universo.

As práticas mais comuns estão relacionadas a ficar quieto e em silêncio, apenas observando os pensamentos, sem se identificar com eles, até que eles desapareçam e sua atenção esteja direcionada apenas para a sua respiração, o som ao redor ou as batidas do coração.

Uns cinco minutos diários desta prática já fazem bastante efeito, nos sentimos mais leves, mais dispostos, vemos o mundo com mais clareza e tranquilidade, a cabeça parece estar mais relaxada para tomar decisões e as preocupações saem de cena.

Por outro lado, nem sempre isso é possível. A meditação é um momento de presença, de sentir o que se passa dentro de nós e, às vezes, podemos utilizá-la justamente para o contrário, para fugir dos pensamentos, para não pensar em nossos problemas, para fugir da realidade, para fingir que nada está acontecendo e que, na verdade, está tudo bem.

O que não funciona, pois, ao abrir os olhos, a realidade está ali. A meditação nos propicia uma clareza mental e vermos as belezas do mundo. Mas ver o mundo como se fossem só belezas é um engano, é fugir da sua realidade, é não se apropriar da sua responsabilidade.

Perceba se você utiliza a meditação como uma fuga ou como um caminho para se entender melhor, para se conectar mais consigo e resolver seus anseios.

Às vezes, meditar é justamente colocar toda a atenção em seus pensamentos, um olhar profundo para si, deixar os pensamentos desenrolarem, amadurecer as ideias, sentir o que os pensamentos provocam em você, o que você sente vontade de fazer ao pensar naquilo e resolver. Boa parte das vezes, meditar é sair da posição de lótus e tomar uma atitude na vida. Afinal, o nada fazer não é o não fazer nada.

 

Por Bruno Prashanti

   

HOMEM QUER SEXO PARA RELAXAR, MULHER TEM DE ESTAR RELAXADA PARA QUERER SEXO

Uma pesquisa coordenada por Carmita Abdo, psiquiatra sexóloga da USP, aponta que os homens colocam o desejo pelo sexo no mesmo patamar da necessidade de se alimentar. Já as mulheres, preferem um “sono saudável” a uma vida sexual satisfatória.

Isso porque o homem busca no sexo um relaxamento e, as mulheres, tem de estar relaxadas para querer o sexo. Ou talvez porque o sexo ao qual as mulheres estejam acostumadas seja tão insatisfatório, que é mais desejável uma boa noite de sono.

Se o sexo para a mulher estivesse dentro das suas expectativas, ele não seria tão prioritário quanto para os homens?

É certo que nossa sexualidade é bastante reprimida (mais ainda para as mulheres, por questões sociais, culturais e religiosas), que não falamos abertamente e à vontade sobre o sexo e tudo isso reflete na nossa prática. Não aprendemos a fazer sexo. Mal conhecemos o nosso corpo e corpo do outro, nem do que gostamos ou do que o outro gosta. Às vezes conhecemos, mas não sabemos fazer, ou não estamos dispostos a fazer, ou não estamos dispostos a conversar sobre o assunto. “O que o outro vai pensar?”. “Como ele ou ela vai reagir se seu disser que nosso sexo não está bom?”. “É melhor fingir que está tudo bem?”. “O sexo é um item desnecessário ou o sexo que estamos acostumados é desnecessário?”.

Necessário é um sexo pleno, com atenção, com comunicação, com toque, com carinho, com tempo, com conexão, com prazer, com choro, com riso, com pedido de desculpas, com pedido de “fica comigo”, com expressão de “eu te amo”. Um sexo frio, de entra e sai, sem perguntar como foi, na verdade, sem querer saber como foi, pois está estampado que foi uma porcaria, que foi “num susto”, que acabou antes de começar, que foi por obrigação, que foi para não ter de aguentar chatice depois, que foi para não ser pior do que ficar sem fazer; este sexo eu não quero.

Enquanto o homem achar que sabe fazer sexo, que o maior prazer se restringe à penetração e a mulher acreditar nisso, fingindo orgasmo, procurando prazer onde não tem e se culpando e sendo culpada por não estar sentindo ou demonstrando prazer, sim, é preferível dormir.

Não há muito segredo, o melhor sexo não é aquele regado à técnicas, fantasias e lugares afrodisíacos. Isso tudo ajuda muito, é super interessante e traz um plus para a relação e para o momento. Mas o importante mesmo está na comunicação entre os dois, na conexão, na permissão, na vontade de estar um com o outro. Conversar sobre a vida sexual, sobre como se sentem, sobre o que gostam e como gostam, sobre o que gostariam de experimentar, conduzir o outro na descoberta sobre você, permitir-se aprender um com o outro; este é o segredo. Quando isso acontecer, o lugar, a música, a fantasia, a estimulação mental não vai importar tanto assim, pois a conexão, o que vocês sentem naquele momento, no corpo, no coração, na alma, estará acima de tudo. Só vocês dois e o que vocês sentem existirá.

 

Por Bruno Prashanti

Consulte também: Delerium para Casais

   

MEDITAÇÃO NO TRABALHO

Meditação no trabalho

É POSSÍVEL PRATICAR MEDITAÇÃO NO TRABALHO?

Quando pensamos em meditação, pensamos em um lugar calmo, tranquilo, dentro de casa e quando ninguém vê. Porém, é possível praticar a meditação também durante o trabalho, para amenizar estresses a ajudar no foco e concentração.

Quais são dicas para começar a meditação no trabalho?

Claro, a meditação trata-se de um treinamento do cérebro e de um caminho de acesso e de conexão com as nossas sensações, emoções, pensamentos e vontades. Para tanto, um lugar calmo e tranquilo ajuda, mas não é essencial, o importante é estar aberto para entrar em contato consigo, colocar atenção no que está sentindo e observar os pensamentos. Geralmente, relacionamos meditação a ficar parado e em silêncio. No Tantra, por exemplo, as meditações são ativas, ou seja, elas estimulam o movimento, a respiração e a soltura dos sons. É uma prática de presença e de expressão do que se sente. No caso do ambiente de trabalho, é de extrema importância meditarmos, pois reduz a nossa ansiedade e estresse, melhorando as tomadas de decisões e a resolução de problemas.

Uma opção de exercício para quem está no trabalho é respirar profundo, colocando atenção na inspiração e na expiração. Pode ainda escrever ou desenhar o que está sentindo, pois nos conecta com o que as nossas emoções e as expressamos de alguma forma. Quando alguém nos irrita e incomoda, vale olharmos para a pessoa como se ela tivesse 5 anos de idade, o que nos ajuda a mudar o nosso julgamento sobre o outro e como nos relacionamos com ele. Ao identificar algo negativo em alguma coisa ou alguém, imediatamente encontre algo positivo (e vice-versa), isso nos ajuda a trazer novos olhares para o que vemos, influenciando a forma como nos sentimos sobre aquilo.

Para exercitar a meditação, o importante é entrar em contato consigo mesmo e ser sincero com o que sente. Sem brigarmos com o que estamos sentindo, com o que estamos pensando, o lugar não importa muito, o olhar para si e para suas vontades isso sim é o mais importante.

É possível meditar em qualquer lugar em um minuto e fazer uma significativa mudança no seu estado mental rapidamente, como proposto pelo “One Moment meditation”?. Para isso, é necessário prática diária?

Meditação é presença, é entrar em contato consigo e com o que está acontecendo no agora. Conforme praticamos a meditação, mais fácil se torna o acesso a nós mesmos, desacelerar os pensamentos, interromper as preocupações e viver o momento presente. Cada vez que meditamos, ou seja, que estamos mais presentes, a mente deixa de tagarelar e o nível de ativação cerebral diminui, abrindo espaço para o relaxamento e alterando o nosso estado mental para uma vibração mais tranquila, de quietude. Com isso, o cérebro ganha energia e volta com mais força, encontrando soluções com mais facilidade.

Por outro lado, ao parar por um minuto para ficar apenas no presente, abrimos espaço também para o real, para o que está na nossa frente, para o sol que brilha, para ouvir uma música, para perceber que alguém acabou de lhe dar bom dia e você mal respondeu, enfim, parar por um momento nos permite sair do automático da alienação e deixar ser tocado pelo mundo e por nossas emoções, ao contrário de passar reto a todas as coisas, focado apenas nas metas, nos problemas, no concluir os afazeres do dia.

A prática regular da meditação deixa o exercício mais fácil, além de se tornar algo habitual, ou seja, meditamos e estamos presentes sem esforço, sem precisar colocar a meditação na agenda.

Meditar não é questão de tempo, mas sim, de intensidade e conexão consigo mesmo.

 

   

DIA DA MULHER. POR QUE LUTAMOS?

Dia da mulher. Por que lutamos?

DIA DA MULHER. POR QUE LUTAMOS?

Em tempos da efervescente e incessante luta pelo respeito e ampliação dos direitos das mulheres, estava eu numa roda de ideias com os temas em questão bailando pelo salão, até que um dos presentes levanta a mão e expõe:

“Não entendo a luta de vocês, não percebo essa tão falada diferença  salarial entre homens e mulheres. Além do mais, estupro e assédio já são crimes, portanto não sei pelo que vocês lutam.”

O comentário vem como um meteoro, abrindo um enorme abismo de repudio e indignação.

Como assim não percebe a diferença salarial? Como assim estupro e assédio já são crimes, e isso basta?

Como se o fato de tipificar uma conduta como criminosa bastasse para tais práticas não acontecerem. Nenhum agressor pensa: “Nossa, quero assediar aquela mulher! Ah, mas é crime, né?! Então, não vou, eu cumpro a Lei!”.

Não, ao contrário, tais condutas continuam acontecendo, a criminalização acaba, em sua maioria, servindo apenas como punição de algo que já aconteceu, para remediar um mau feito, é sabido que estar tipificado em Lei pouco coíbe ou evita a conduta, apesar desta ser uma de suas funções.

E o questionamento continuava… “Para que vocês lutam?”

Realmente, Estupro, Assédio, Agressão, Homicídio são condutas já criminalizadas, para estas exigimos justiça e aplicação da Lei com vigor.

Nossa luta vai bem além disso, lutamos por tantas outras condutas abusivas acobertadas pelo véu da normalidade, que não são crimes, mas são prejudiciais e ofensivas tanto quanto:

Deixar de contratar uma mulher porque ela pode engravidar e entrar em licença maternidade não é crime, mas é absurdo e acontece todos os dias.

Gritar no meio da rua que uma mulher é “gostosa”, não é crime, mas é abusivo.

Olhar para uma mulher de maneira lasciva, não é crime, mas é constrangedor e incômodo.

Sugerir que mulher quando obtém um cargo de destaque o consegue por ter prestado favores sexuais aos seus superiores, e não por competência, não é crime, mas é maledicente.

Dizer que uma mulher é fácil, que usa roupa insinuante e que é meio safada porque gosta de sexo e, consequentemente, torna-se “meio” culpada pelas agressões e violência que sofre, não é crime, mas é desumano.

Justificar a conduta do agressor baseada na conduta da vítima não é crime,  mas é baixo e torpe.

Lutamos para diminuir os obstáculo galgados pelas mulheres, para nos colocarmos em pé de igualdade de direitos e pela proteção real desses direitos.

Lutamos mais ainda para mudar a cultura do achar natural fazer piadas e apontar uma mulher como um pedaço de carne, julgá-la pela roupa que veste, pelo número de parceiros que tem ou pelo modo que norteia sua vida sexual.

Nossa luta é contra essa mentalidade vil que não só aceita, mas contribui para que mulheres sejam apedrejadas moralmente sem nada fazer, vitimizando culpados,  procurando um motivo plausível para práticas monstruosas, e pior, culpando a vítima por ter motivado a conduta atroz do seu algoz.

Nossa luta vai muito além de engrossar o Código Penal, nossa luta é para mudar mentalidades como esta, que vivem num mundo fictício, tendo plena certeza de que tudo vai bem, que não há violência contra a mulher, que não há diferença salarial, que simplesmente ignora, por desconhecimento ou descaso, o fato de que uma mulher é estuprada a cada três horas e que a cada hora e meia uma de nós é assassinada pelo seu companheiro.

Se cobrir com o manto da Lei e empunhar a legislação em riste, aceitando e vomitando “já é CRIME” pode conformar a muitos, mas não deixa de ser uma postura covarde  que só faz fortalecer a cultura de falta de respeito pela mulher. Nossa luta é para tornar a mulher soberana da sua vontade, assumindo de vez seu espaço e assim estampando no mundo o seu valor como MULHER!

 

Por Paula Nigama

   

TANTRA PARA HOMENS

Tantra para homens

O Tantra é mais conhecido pelo seu sexo, aquele que pode durar o dia inteiro, com direito a hiperorgasmos. No caso dos homens, o que mais chama a atenção é possibilidade de manter uma ereção contínua por muito tempo e levar a parceira ao êxtase.

Claro, muito deste estereótipo está relacionado ao sexo que conhecemos, que nos é vendido, principalmente pelo conteúdo pornográfico. O que não é errado, mas é apenas uma parte do sexo. O sexo vai muito além da penetração, do entra e sai, das fantasias sexuais. Sexo tem conexão, liberação de odores (ferormônios), água na boca, toques sutis, pegadas fortes, boca, língua. O corpo, coração e mente por inteiros.

Tantra é isso também, mas tem mais, muito mais. Tantra é comportamento, é um estilo de vida. Logo, Tantra é um olhar sobre todos os aspectos da vida, seja sexo, amor, relacionamentos, família, trabalho, amizade, Deus, vida, morte.

E no Tantra, o Homem é aquele que sustenta. Esse “sustento” acabou se restringindo a “trazer o dinheiro para casa” em alguns momentos. Sim, as mulheres têm cada vez mais conquistado seu lugar no mercado de trabalho e sua voz dentro de casa. Mas o homem ainda traz a figura do masculino como o provedor, e o provedor de contas pagas.

O sustentar masculino é mais do que isso. Estamos falando de ser o suporte, os pilares, a terra, a base, o refúgio, o esclarecimento. E isso pode significar dinheiro e pagar as contas. Mas também significa ouvir, estar presente, dar conselhos, falar o que pensa, ajudar nas tarefas de casa, compartilhar sentimentos, dar carinho, dar presente, dar esporro, preparar o jantar, ajudar a cuidar dos filhos, falar que ela está bonita. É fazer o que precisa ser feito para a mulher brilhar.

Se estivéssemos num espetáculo de dança, por exemplo, a mulher é a atração principal. É ela quem dança e brilha e contagia a todos. É ela quem fantasia tudo o que vai acontecer. O homem é a base, a estrutura. É ele quem dá limites ao voar da mulher, se não ela pode cair e se machucar. O homem cuida de todos os bastidores da peça, da luz, do som, do abrir e fechar das cortinas. É ele quem torna possível o espetáculo para a mulher. Ele é suporte, ela é a dança.

No sexo tântrico está a mesma ideia. O homem é o sustento, ele é a base para a mulher voar, para ela se entregar, para ela mergulhar em si mesma, para ela entrar em êxtase. Êxtase este que não vem do homem. O êxtase é dela. Assim como o êxtase do homem é dele. Um não tem o poder de dar prazer ou orgasmo ao outro. O prazer e orgasmo são nossos. O outro pode acessá-lo, mas não dá-lo. E no êxtase conjunto, os dois vão juntos, como um só, ao encontro de suas almas.

Este é o homem no Tantra. Aquele que sustenta. O que não é fácil, pois, para tal, é preciso muita coragem e muita energia. É preciso saber falar e calar, agir e recuar, sobretudo, estar presente. Se o homem não toma as rédeas da situação, enquanto sustentáculo da mulher, ela não se sente segura para fazer seus rodopios e abrilhantar o espetáculo. Ela tem de ter total confiança no homem para se entregar e mergulhar em si mesma e, consequentemente, entregar-se por completo a ele.

O nosso trabalho busca este masculino, através do desenvolvimento da sexualidade, poder pessoal e espiritualidade. No meio do caminho, o homem vai alcançar a tonificação genital e a ereção prolongada. Mas não para por aí. O homem tântrico é aquele que mergulha em si e busca se conectar com o seu masculino. Uma energia potente, assustadora. É um amadurecimento equilibrado, de modo a não entrar em extremos, como o “machão”, que trata a mulher como objeto, ou o “menino desprotegido”, que busca nas mulheres a figura materna, mas sim, tornar-se homem, as raízes que darão plena sustentação para mulher alçar vôo.

No Tantra, o homem tem de aprender o caminho. A mulher já sabe, ela só tem de se lembrar. E ensinar ao homem.

 

Por Bruno Prashanti

   

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