MEDITAÇÃO

 

Meditar é questão de acesso, principalmente um acesso a si mesmo. Imagine você como um labirinto cheio de surpresas. As primeiras voltas no labirintos serão complicadas, você vai se perder, vai ficar preso em algum lugar, vai ficar com raiva por não chegar em lugar nenhum, talvez você encontre algo que não goste e saia correndo, ou talvez encontre algo que goste demais e não queira mais deixar o lugar onde encontrou. Meditar é caminhar pelo labirinto e chegar à sua saída. Conforme você percorre o labirinto e melhor está preparado para as surpresas, mais fácil você o percorre, mais gostoso é o labirinto. Assim é a meditação, quanto mais você pratica, mais preparado você está e com mais facilidade você entra em estado meditativo, pois você aprende a lidar com qualquer fator externo ou interno que possa lhe atrapalhar, podendo transformá-los inclusive em fatores de auxílio. Quanto mais você visita o labirinto, mais você aprende sobre ele.

3. Caso seja um dia agitado, seja no escritório ou home office e não encontre oportunidade para fechar os olhos e tranquilizar a mente, técnicas da meditação, como melhorar a postura, atentar-se à respiração, trazem também benefícios tanto para o indivíduo como para a produtividade do trabalho?

Sim, qualquer movimento que nos permita relaxar um pouco e nos trazer para o presente auxilia na redução do estresse, da ansiedade e das dores no corpo. E tudo isso reflete de modo positivo para o indivíduo e na sua produtividade.

Por outro lado, isso pode ficar apenas no paliativo. Meditação é atitude e posicionamento na vida também. Talvez o necessário para aliviar o estresse, a ansiedade e as dores nas costas seja dizer sim para o que quer e não para o que não deseja, por exemplo. Pode ser compartilhar suas ideias com um colega; pode ser conversar com o chefe sobre uma nova dinâmica para realizar o trabalho, que permita entregar o que foi pedido de uma maneira mais agradável para você. O expressar o que sente, o que deseja, faz uma grande diferença também. Olhando de maneira ampla, expressar-se é também uma forma de praticar meditação.

4. Dar pequenos objetivos, como fazer uma respiração profunda, prestando atenção no ar que entra e o que sai, ajuda a conseguir uma regularidade na prática e deixar as próximas mais confortáveis?

Meditar não é uma prática costumeira aqui no ocidente e começar com pequenas doses auxilia a transformamos os nossos hábitos. Então, colocar atenção na respiração, parar por um minuto, olhar para o céu, observar um animal brincando, as pequenas coisas nos ajudam a entrar em estado meditativo e a perceber os seus benefícios, como leveza, clareza nos pensamentos e melhor tomada de decisões, uma sensação de paz e de felicidade, disposição para realizar as tarefas do dia. Vale tomar cuidado apenas para não tornar a meditação como um exercício de fuga de si, ao contrário de utilizá-la como uma ferramenta de conexão profunda com o que sente, ou seja, meditar para fugir dos pensamentos, para não sentir suas emoções, para sair da realidade, para fingir que está tudo bem. Até porque, após meditar, todos os problemas e a realidade voltam. Meditar é mais prático e real do que místico. Meditar é entrar em contato consigo e ver a realidade como ela é, por todas as suas perspectivas e possibilidades.

5. Caso seja possível, ouvir um som calmo, também tem potencial de acalmar a mente?

Claro, a música tem papel importante para o nosso estado mental e emocional, pois ela pode nos conectar com uma lembrança, movimentar as nossas vontades (de dançar, por exemplo), pode nos conectar com uma emoção, assim como influenciar o nível de atividade cerebral, uma música mais agitada e pesada traz mais intensidade aos pensamentos, uma música mais calma e tranquila nos traz uma sensação de relaxamento, a vontade do nosso corpo, das nossas emoções e pensamentos é de calmaria, de parar um pouco, de deitar, de ficar em silêncio.

Por outro lado, se estamos muito nervosos, uma música calma pode nos deixar mais nervosos ainda. Neste sentido, é bom inclusive ouvir uma música agitada e soltar o corpo e cantar alto, após expressar tudo o que está sentindo, virá a calmaria, a mente estará mais tranquila e, o corpo, mais leve.

6. Não se cobrar por não conseguir se desligar dos compromissos e estresse, em um primeiro momento, é uma boa dica para quem está começando?

Exatamente. A meditação não pode se tornar uma obrigação, uma meta. Caso haja uma meta, já não é meditação. Entenda, meditar é sair do controle da mente. Se colocamos metas e compromissos, a mente estará mais no controle do que nunca, ela estará assistindo cada um dos seus passos e te cobrará por isso, tornando a prática de meditação uma fonte de estresse e de problemas.

Meditar é relaxar, se conectar com o silêncio, acessar as suas emoções e sensações, é uma ferramenta de autoconhecimento.

Caso seus pensamentos estejam muito intensos e as mesmas ideias e mensagens estejam martelando incessantemente, meditar pode ser justamente dar vazão aos pensamentos, olhar com profundidade para o que está vindo à sua cabeça. Neste aspecto, meditar seria exatamente entrar nesses tais pensamentos recorrentes.

7. Porque especialistas em meditação, gurus e outros interessados na prática comentam que com a prática regular, cada vez fica mais fácil e você consegue manter um estado meditativo em qualquer situação. Como é isso?

Meditar é questão de acesso, principalmente um acesso a si mesmo. Imagine você como um labirinto cheio de surpresas. As primeiras voltas no labirintos serão complicadas, você vai se perder, vai ficar preso em algum lugar, vai ficar com raiva por não chegar em lugar nenhum, talvez você encontre algo que não goste e saia correndo, ou talvez encontre algo que goste demais e não queira mais deixar o lugar onde encontrou. Meditar é caminhar pelo labirinto e chegar à sua saída. Conforme você percorre o labirinto e melhor está preparado para as surpresas, mais fácil você o percorre, mais gostoso é o labirinto. Assim é a meditação, quanto mais você pratica, mais preparado você está e com mais facilidade você entra em estado meditativo, pois você aprende a lidar com qualquer fator externo ou interno que possa lhe atrapalhar, podendo transformá-los inclusive em fatores de auxílio. Quanto mais você visita o labirinto, mais você aprende sobre ele.

   

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