TANTRA PARA HOMENS

Tantra para homens

O Tantra é mais conhecido pelo seu sexo, aquele que pode durar o dia inteiro, com direito a hiperorgasmos. No caso dos homens, o que mais chama a atenção é possibilidade de manter uma ereção contínua por muito tempo e levar a parceira ao êxtase.

Claro, muito deste estereótipo está relacionado ao sexo que conhecemos, que nos é vendido, principalmente pelo conteúdo pornográfico. O que não é errado, mas é apenas uma parte do sexo. O sexo vai muito além da penetração, do entra e sai, das fantasias sexuais. Sexo tem conexão, liberação de odores (ferormônios), água na boca, toques sutis, pegadas fortes, boca, língua. O corpo, coração e mente por inteiros.

Tantra é isso também, mas tem mais, muito mais. Tantra é comportamento, é um estilo de vida. Logo, Tantra é um olhar sobre todos os aspectos da vida, seja sexo, amor, relacionamentos, família, trabalho, amizade, Deus, vida, morte.

E no Tantra, o Homem é aquele que sustenta. Esse “sustento” acabou se restringindo a “trazer o dinheiro para casa” em alguns momentos. Sim, as mulheres têm cada vez mais conquistado seu lugar no mercado de trabalho e sua voz dentro de casa. Mas o homem ainda traz a figura do masculino como o provedor, e o provedor de contas pagas.

O sustentar masculino é mais do que isso. Estamos falando de ser o suporte, os pilares, a terra, a base, o refúgio, o esclarecimento. E isso pode significar dinheiro e pagar as contas. Mas também significa ouvir, estar presente, dar conselhos, falar o que pensa, ajudar nas tarefas de casa, compartilhar sentimentos, dar carinho, dar presente, dar esporro, preparar o jantar, ajudar a cuidar dos filhos, falar que ela está bonita. É fazer o que precisa ser feito para a mulher brilhar.

Se estivéssemos num espetáculo de dança, por exemplo, a mulher é a atração principal. É ela quem dança e brilha e contagia a todos. É ela quem fantasia tudo o que vai acontecer. O homem é a base, a estrutura. É ele quem dá limites ao voar da mulher, se não ela pode cair e se machucar. O homem cuida de todos os bastidores da peça, da luz, do som, do abrir e fechar das cortinas. É ele quem torna possível o espetáculo para a mulher. Ele é suporte, ela é a dança.

No sexo tântrico está a mesma ideia. O homem é o sustento, ele é a base para a mulher voar, para ela se entregar, para ela mergulhar em si mesma, para ela entrar em êxtase. Êxtase este que não vem do homem. O êxtase é dela. Assim como o êxtase do homem é dele. Um não tem o poder de dar prazer ou orgasmo ao outro. O prazer e orgasmo são nossos. O outro pode acessá-lo, mas não dá-lo. E no êxtase conjunto, os dois vão juntos, como um só, ao encontro de suas almas.

Este é o homem no Tantra. Aquele que sustenta. O que não é fácil, pois, para tal, é preciso muita coragem e muita energia. É preciso saber falar e calar, agir e recuar, sobretudo, estar presente. Se o homem não toma as rédeas da situação, enquanto sustentáculo da mulher, ela não se sente segura para fazer seus rodopios e abrilhantar o espetáculo. Ela tem de ter total confiança no homem para se entregar e mergulhar em si mesma e, consequentemente, entregar-se por completo a ele.

O nosso trabalho busca este masculino, através do desenvolvimento da sexualidade, poder pessoal e espiritualidade. No meio do caminho, o homem vai alcançar a tonificação genital e a ereção prolongada. Mas não para por aí. O homem tântrico é aquele que mergulha em si e busca se conectar com o seu masculino. Uma energia potente, assustadora. É um amadurecimento equilibrado, de modo a não entrar em extremos, como o “machão”, que trata a mulher como objeto, ou o “menino desprotegido”, que busca nas mulheres a figura materna, mas sim, tornar-se homem, as raízes que darão plena sustentação para mulher alçar vôo.

No Tantra, o homem tem de aprender o caminho. A mulher já sabe, ela só tem de se lembrar. E ensinar ao homem.

 

Por Bruno Prashanti

   

TANTRA PARA MULHERES

Tantra para mulheres

Quando uma mulher sufoca sua essência, sua mulher selvagem, seu eu supremo, ela sente-se histérica e perdida, além de infeliz e exausta, parece que nada está em seu lugar, nada se encaixa, há uma insatisfação permanente. Esses são os sintomas que acometem praticamente todas nós mulheres, sejamos nós jovens ou velhas, donas de casa ou grandes executivas, ricas ou pobres.

Basta nos observarmos mais de perto, mais a fundo. Vamos lá, tente olhar para si sendo o único e exclusivo alvo do seu olhar e preocupação neste momento. Observe-se como se nada mais existisse ou exigisse sua atenção. Observe-se desnuda, não apenas de roupas, mas de conceitos, preconceitos e julgamentos, vá além do convencional, do previsível, do esperado, olhe-se por dentro, olhe para o seu corpo, mente e alma. Neste momento, provavelmente você vai tomar um susto. Um choque, eu diria. Foi assim comigo.

Este é o momento em que se dá conta de uma total e assustadora falta de si.

Não tenha pena de si mesma, não se vitimize, muito menos se culpe, puna ou flagele, esse é o resultado do raio X de quase todas nós. Estamos adormecidas, o nosso primitivo ancestral, nossa intuição, encontra-se em processo de hibernação há tempos. Fomos treinadas para sermos boazinhas, gentis, obedientes, bem comportadas, filhas, esposas e mães dedicadas. Devemos ser e fazer o que esperam de nós.

Carregamos uma ferida lacerada disfarçada por sorrisos que mascaram nossos rostos e nos tornam belas peças de decoração no cenário da vida. Nos foi roubado o direito instintivo de sentir, somos maquinas de agradar, de servir, verdadeiros jardim sem flores, rios de fluxo invertido.

Estamos morrendo um pouco a cada dia sufocadas não pela ausência de oxigênio, mas por não saber respirar. Temos tanto dentro de nós, mas está tão soterrado que, quando vem à tona, não sabemos o que fazer e acabamos sucumbindo pelo excesso, não pela falta.

Atualmente, tudo é tão apressado e superficial, temos que alcançar marcas, cumprir metas, acumular, a ordem mundial diz que o ter é o importante. Neste labirinto, o ser tornou-se desnecessário, não damos atenção para os nossos anseios, decidimos pelo que deve ser feito, não pelo que queremos fazer e, quando nos damos conta, percebemos que passamos a vida inteira lustrando uma caixa de nada, cheia do que não importa.

O Tantra busca despertar essa mulher, essa aí dentro de você e de mim,  que grita, urra e luta desesperadamente para se manter viva entre os escombros de nossas emoções. O convite é despertar essa mulher selvagem e primitiva desse sono profundo e apático e iniciá-la, trazê-la à  tona, apresentar-lhe sua sexualidade, o poder contido na sua libido, mais que isso, reconectá-la com o seu poder pessoal, amorosidade, sua capacidade de criação e integração com universo, não apenas como habitante dele, mas como parte real do todo. A mulher sabe o Tantra, só precisa se lembrar.

A ideia aqui não é tornar o Tantra uma caixa de Pandora, cheia de magia e ritualística complexa. Não, nós mulheres não precisamos, podemos se quisermos, mas não precisamos  nos confinarmos numa floresta com outras mulheres da mesma egrégora, entoando cânticos e dançando à meia noite em volta de uma fogueira com os corpos banhados pelo sangue sagrado advindo do nosso útero.

Ao contrário, a meta é descomplicar ao máximo. O Tantra é real e acessível a todos e em todos os momentos. Para lançar mão de uma vida tântrica não são necessários rituais rebuscados, o convite é ser tântrico a todo momento,  desenvolver um olhar tântrico sob os acontecimentos cotidianos e usar o Tantra sempre que precisar, pois ser tântrico é ter encontrado a porta de acesso para uma nova perspectiva.

As vivências ritualísticas são úteis e ajudam metaforicamente, ampliam a sensibilidade, além de funcionar como uma recarga de baterias, mas na “vida real”, infelizmente não é possível isolar-se e mergulhar em ritos a todo momento. Há decisões que devem ser tomadas nas salas de reunião, no trânsito, na escola das crianças, na fila do banco e que não comportam uma atuação mística. É a esse serviço que queremos também colocar o Tantra, trazê-lo pra vida cotidiana, no trato com pessoas ditas “comuns”. Queremos desmistificar e tê-lo ao alcance das mãos,  para toda e qualquer situação,  pois, mais que um conjunto de rituais místicos e práticas prolongadas, ele é um estilo de vida, um enfoque, um olhar. É muito mais uma viagem do que um destino.

 

Por Paula Nigama

   

TERAPIA TÂNTRICA

 

 

“Autoconhecimento e Empoderamento”

A Terapia Tântrica é um trabalho de autoconhecimento, desenvolvendo ao mesmo tempo Sexualidade, Poder Pessoal e Espiritualidade, através principalmente das práticas de meditação, exercícios de respiração e massagem tântrica.
Neste sentido, a Terapia influencia de maneira positiva na autoestima, no empoderamento de si, na aceitação, na descoberta das suas vontades e prioridades, no relacionamento consigo e com os outros, na relação sexual, na redução do estresse, na redução da timidez, no aumento da criatividade, na força para melhorar quaisquer aspectos da vida.
A Terapia Tântrica também traz maior consciência corporal, desenvolve as sensações orgásticas e ajuda na cura de disfunções sexuais, como anorgasmia e baixa libido.
Por outro lado, por se tratar de um trabalho que traz consciência para a sua vida, seus desejos, limites e potencialidades, sonhos e frustrações, a Terapia Tântrica é um importante coadjuvante para casos de Depressão e Ansiedade, podendo ser também direcionada a dependentes químicos e vítimas de agressão sexual e física, assim como para pessoas deficientes em processo de adaptação.

   

NÃO É NORMAL

Não é normal

 

Não é normal fazer o que não gosta, implorar por carinho, clamar por atenção…

Não é normal sentir-se infeliz, a margem, ter de fazer malabarismos para se enquadrar…

Não é normal não ter prazer no trabalho, no amor e nas relações pessoais…

Não é normal ter de se esforçar para ver o lado bom da vida…

Não é normal agradar os outros e desagradar a si…

Não é normal não ser bem sucedida, não conseguir pagar as contas…

Não normal não querer, não dever ou não poder escolher…

Não é normal se conformar com o que sobra…

Não é normal achar tudo uma porcaria e não sentir-se realizada…

Não é normal não amar e não ser amada…

Não é normal sentir-se triste, desalentada, desmotivada e perdida…

Não é normal assistir sua vida passar a distância, como se não fizesse parte dela…

Não é normal ter a sensação de que não faz nada certo, de que não faz falta ou diferença…

Não é normal correr, correr e nunca chegar…

Não é normal se manter enclausurada em fantasias criadas pela sua cabeça…

Não é normal sacrificar-se para conseguir o que quer…

Não é normal fabricar satisfações , sensações e sentimentos…

Não é normal contentar-se com o que e com quem apareceu…

Não é normal olhar apenas para baixo, com receio do que está lá encima…

Não é normal ser movida pelo medo…

Não é normal paralisar-se e não conseguir ir além, se essa é a sua vontade…

Não é normal se esconder, se calar, se diminuir, se guardar numa caixa de contorcionismo…

Não é normal se recriminar, se julgar e autoflagelar…

Não é normal sentir-se sem escolha…

Não é normal ser infeliz…

Normal é ter prazer até nas dificuldades, é sentir-se livre mesmo estando amarrada, e escolher sempre, mesmo quando parece que não há caminho… Normal é colocar holofotes nas suas alegrias e realizações… Amar a si mesma aceitando seus erros e acertos e crescendo com cada conquista ou tropeço…Normal é estar confortável com quem é e como é, mas, mais normal ainda, é ser livre, tão livre a ponto de sentir-se segura para mudar tudo quando quiser.

Normal é seguir rumo a sua vontade, conectar-se com o que movimenta o seu corpo e faz seu coração vibrar, normal é sentir borboletas no estômago 24 horas por dia, 365 dias por ano, normal é ser feliz a vida toda, mesmo quando se está triste.

Por Paula Nigama

   

TANTRA PARA CASAIS – SINTONIA, CUMPLICIDADE, CONEXÃO, INTEGRAÇÃO, SINERGIA, JUNÇÃO

TANTRA PARA CASAIS

Ele e ela, claro e escuro, terra e água, raízes e asas, masculino e feminino, antagonistas, num instante polos opostos, lua e sol, noutro Yin e Yang no mais puro, natural e orgânico movimento, da dualidade nasce a unidade bailando a sagrada dança de Deus”

(Paula Nigama)

Veneno e néctar são duas facetas da mesma energia, assim é a vida e a morte e tudo que conhecemos. Tudo caminha em pares ou polos, para cada ser existe o seu correlato.

A natureza divina polarizou os seres. Nós humanos, numa tentativa desastrosa de arremedá-la, resolvemos polarizar e valorar as coisas, as situações, as relações, criamos equivocadamente o conceito de bom e mau e, consequentemente, parimos a condenação.

A condenação é destrutiva. Ao condenar algo, negamos as possibilidades, fechamos portas, recolhemos nossos radares e nos mantemos em espaços conhecidos, impedidos de evoluir, além de nos impor uma constante sensação de culpa e reprovação. Nos tornamos livres prisioneiros de conceitos morais que a tudo condenam.

As amizades, as relações, os sentimentos, as vontades e desejos, o corpo, a aparência, o comportamento, tudo é condenável. Condena-se os pensamentos e, por último e mais devastador, condenamos o sexo, que deveria ser exaltado, pois é através dele que se gera uma nova vida. O condenamos e ainda com maior fúria, nos tornamos infelizes julgadores e julgados de tudo e todos.

O Tantra é contrário a todo tipo de imposição de valor. Para o Tantra, nada é valorado, tudo apenas é, as coisas simplesmente existem. Por isso, na visão tântrica, nada é condenável, nada é excluído, tudo é agregável, tudo possui várias óticas e perspectivas, e todos somos livres e responsáveis para seguir o caminho que tocar nossa alma.

Na visão tântrica, não há diferença entre o sagrado e profano, entre o amor divino e o humano, tudo é uma continuidade, são extremos de um mesmo cordão. O mesmo se aplica ao sexo, o sagrado e profano caminham de mãos dadas. O sexo pode ser apenas expressão da sexualidade, mas pode ser a mais plena expressão de amor.

A mensagem do Tantra é clara, ele não acredita na filosofia do este ou aquele, o Tantra não é dado à sexualidade cega, e também não é dado apenas à espiritualidade, são ambas. Ele não rejeita nada, ele transforma tudo. Quando o sexo é aceito naturalmente, ele começa a se elevar. Neste instante, abre-se espaço para o sexo ser algo além da sexualidade, acessa-se à porta de entrada do paraíso, onde o sexo torna-se a mais plena e real conjunção.

Essa é nossa busca com esse trabalho elaborado especialmente e delicadamente para casais. Acessar o ato sexual enquanto conjunção, e mais, tornar isso possível, viável e acessível a todos, com qualquer tipo de vida. Sim, o sexo tântrico é mundialmente conhecido pelo tempo que seus praticantes dispõem para sua prática, sim, ele pode ser uma prática ritualística de horas, mas o grande segredo do sexo tântrico é o acesso e a sensibilização que seus praticantes desenvolveram.

Acesso para o Tantra significa perder-se na sensação, significa estar tão presente no ato, que será impossível mensurar a passagem do tempo. Acesso significa obter sensações incríveis que podem sim ser alcançadas em práticas de 5 horas, mas que podem ser igualmente possível alcançá-las em 15 minutos, enquanto seus filhos dormem no quarto ao lado. O compromisso do nosso trabalho é guiá-los na abertura e descoberta desses acessos.

Por Bruno Prashanti e Paula Nigama

   

TANTRA, ESTILO DE VIDA

TANTRA, ESTILO DE VIDA

Muito se fala de Tantra como um caminho para sexualidade plena e resignificada, o alcance de prazer nunca antes sentido, uma saída para a mesmice das relações, um apimentar do casamento, uma solução mágica, aquela tão sonhada e bem vinda novidade que proporcionará um vigor extra a uma vidinha sexual já desgastada pelo tempo.

O Tantra pode ser isso também, mas tem mais, muito mais.

O Tantra nasce a 5 mil anos como busca ao estado meditativo (momento perseguido na meditação), caminho de iluminação  e consequentemente expansão espiritual. Ocorre que os meditadores em suas práticas percebem em algum momento que a sensação mais próxima do estado meditativo era a sensação orgástica, no momento exato do orgasmo experiencia-se o pleno estado meditativo.

Começam a partir desse momento a utilizar a energia sexual, meditar através do orgasmo e aproveitam o orgasmo com finalidade espiritual. Práticas são desenvolvidas para aumentar o tempo do orgasmo, torná-lo mais longo, duradouro, sucessivo e consequentemente manter-se mais tempo em estado meditativo, em contato com sua essência e promovendo expansão físico, mental e espiritual. A finalidade do orgasmo nessa circunstância é diferente, não é orgasmar para melhorar a vida sexual e a qualidade do orgasmo, não, é utilizar o orgasmo para meditar.

Nesse contexto, nasce o Sexo Tântrico, um conjunto de práticas e ritos, que servem tão somente como ferramenta para aumentar o tempo da sensação orgástica, para se manter mais tempo em contato com o estado meditativo, não para aumentar o prazer sexual, trabalhar a libido, erotizar as relações ou apimentar os casamentos, nada disso, a busca era espiritual, meditativa e de expansão e transformação do ser humano.

Aqui no Ocidente, temos a impressão de que o Tantra está a serviço da sexualidade, a proposta é “ressignifique sua vida sexual, crie uma nova sexualidade para um nova humanidade”,  mas não, na filosofia original, é exatamente o contrário, a sexualidade está a serviço do Tantra, utilize sua energia vital (energia sexual, de criatividade e criação) para ressignificar não apenas sua sexualidade, mas sim a sua existência, neste sentido percebemos o quão mais amplo é o conceito do Tantra.

O Tantra contempla e engloba bem mais que a sexualidade, ser Tântrico é um estilo de vida, não é apenas fazer sexo por horas e com um prazer potente, não, praticar o Tantra é olhar para vida de maneira diferente, mais ampla, mais abrangente.

Aguçar a percepção sobre o mundo externo, mas, mais ainda, voltar os olhos para o interno. Tudo que necessitamos, na maioria das vezes já possuímos, basta tomarmos consciência e descobrirmos o caminho de acesso.  O Tantra te coloca de frente com suas vontades e desejos e promove uma real transformação, pois pinça de maneira muito certeira nossas prioridades.

Retira os véus e nos apresenta nossas fragilidades, dúvidas, rancores, receios e os meandros mais tortuosos aos quais nos submetemos por comodismo ou medo. Entramos realmente em contato com a essência mais ancestral do nosso ser, que às vezes nem mesmo nós sabíamos que possuíamos.

Enfim, o Tantra, enquanto finalidade real, promove um autoconhecimento profundo, a busca não é apenas procurar as respostas certas, mas, antes de tudo, melhorar e exercitar as perguntas e assim promover a real transformação, a interna.

Mas, e sobre a vida sexual, a tal ressignificação, o expandir de sensações, essa nova sexualidade capaz de levantar e sacudir qualquer relação, que promete salvar casamentos a muito soterrados pelo desgaste e ornamentado pela rotina? Era mentira, não existe, foi um truque de marketing? Mas isso muito me interessava, estava tão feliz com a possibilidade de trazer algo novo pra minha vida, e agora????

E agora, acalme-se, não se desespere, realmente o Tantra não nasce como paliativo, coadjuvante ou alternativa a uma vida sexual moribunda, o seu fim nunca foi tratar ejaculação precoce (ejaculação rápida), ou anorgasmia (ausência de orgasmo), muito menos apimentar relações, erotizar ou alimentar fantasias, promover sexo grupal, nada disso, mas é inegável admitir que viver o Tantra em sua essência, com a finalidade de expansão e meditação, pratica-se muito, sensibiliza-se sim o corpo e aprende-se caminhos e potencialidades antes desconhecidos, é um redescobrir-se, e sim, toda essa prática reflete na vida sexual de maneira significativa, podendo então sim: tratar disfunções sexuais, aumentar a sensibilidade do corpo, promover maior conexão e integração do casal, ampliar a sensação de orgasmo e, neste contexto, trazer novidades e apresentar sim aos pares uma sexualidade diferente, ressignificada.

O Tantra é o caminho da transformação, mas é também o caminho da liberdade da naturalidade, da fluidez, um dos seus efeitos mais marcantes é abrir percepções e possibilidades, então, não faria sentido eu escrever para dizer que Tantra não serve para você que está lendo, não, não, não, ao contrário o Tantra serve e está a disposição de todos que queiram com ele brincar, nossa missão é tornar o Tantra cotidiano, acessível, natural, trazê-lo ao alcance de todos quantos queiram conhecer, experienciar e vivenciar seus benefícios.

Queremos trazer ao alcance de todos o Tantra real, original, não deturpado, um trabalho sério que pode sim amplificar o seu prazer, renovar sua vida sexual, mas que pode ir muito além disso, não podemos jamais esquecer que tudo que se alcança com as práticas tântricas em prol da vida sexual é um efeito reflexo, potente, real, resolutivo, mas reflexo, não podemos, por conta de resultados tão poderosos do Tantra dentro da sexualidade, encaixotá-lo e afastar sua função primeira, que é a de proporcionar autoconhecimento, expansão, conexão e um caminhar em busca do real encontro com a essência do ser: a iluminação pessoal. Em outras palavras, o Tantra possibilita vivermos uma vida de paz e felicidade, independentemente do caos ao nosso redor, uma vida com menos sofrimento e com muito mais sabedoria, saindo da ignorância e do egocentrismo, aprendendo a compaixão, o amor e o respeito ao próximo.

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Por Paula Nigama

   

NÃO TENHO MAIS TEMPO PARA TRANSAR

Transar … Você tem tempo para transar ? Rotina, casa, trabalho, trânsito, estudos, filhos, correria, mil atividades, dieta, estresse, desgaste, cansaço, falta de dinheiro, desentendimentos, preocupações, baixa libido, ausência de prazer. Estas podem ser algumas das inúmeras causas para a diminuição ou até a inexistência da nossa boa e velha conhecida transa.

TRANSAR

É fato que a vida moderna nos trouxe muitos benefícios, acesso rápido, participamos de inúmeras atividades simultâneas, nossos tentáculos são longos e penetráveis em quase tudo o tempo todo, mas é sabido também que tanta variedade nos traz dificuldade em perceber o que realmente importa para nós. Tudo acontece ao mesmo tempo e fica quase impossível elencar prioridades e, por vezes, nos vemos meio perdidos num labirinto de infinitas possibilidades.

Percebemos que estamos sobrecarregados, que há coisas importantíssimas sendo deixadas de lado. O primeiro alarme a soar normalmente está ligado ao sexo, de repente, notamos que aquela transa que acontecia todo dia, às vezes até mais que uma vez por dia e cheia de tesão, começa a minguar para poucas vezes por semana, até nos darmos conta de que não transamos mais, não temos mais tempo para transar.

Aquele que era um momento de prazer, relaxamento e conexão com o ser amado está cada vez mais escasso, e pior, parece não ser mais tão prazeroso assim. Quando esse gongo toca, é necessário diminuir um pouquinho o ritmo, recolher os tentáculos e olhar para si, abrir os olhos para o fato de que, talvez, você não esteja vivendo a vida, e sim, a vida esteja vivendo você.

É chegado o momento de virar esse jogo, reverter o placar enquanto é tempo, se não, fatalmente assistirá de camarote o sonho de uma vida feliz e realizada escorrer entre os dedos.

Vale rever as prioridades. Eu sei que a vida é corrida, temos muitas obrigações, mas se não estou transando e isso é importe para mim, é necessário trazer o sexo novamente a bailar dentre as prioridades, não dá para deixá-lo esquecido na gaveta de meias.

Sem dúvida, não é uma tarefa fácil, mas também não é impossível. Um caminho é criar rotinas de prazer,sim, isso mesmo, somos cercados pela rotina, se não dá para nos livrarmos dela, usamos ela a nosso favor. Incluir na rotina momentos de prazer, aguça o corpo e a alma, mexe com o imaginário e nos deixa mais abertos a dar e receber carinho. Essas pílulas de prazer, como eu gosto de chamá-las, são pequenas doses durante o dia de integração do casal, não precisa ser o sexo propriamente dito, pode ser um bilhetinho, uma mensagem, um abraço mais forte antes de sair para o trabalho, uma ligação inesperada durante o dia, qualquer coisa que promova maior conexão entre vocês.

Uma coisa super importante, é perceber que transar não é apenas o ato de copular. Transar é muito mais que isso. Transamos com os cheiros, com a pele, com o cabelo, com olhos, com as mãos, com a boca, com o corpo todo e, sobretudo, transamos com a alma. Não restrinja esse momento mágico a apenas 5 ou 10 minutos de penetração. Neste sentido, o Tantra é um caminho muito interessante, pois seu segredo não está no sexo de horas, mas sim, em acessar prazeres intensos com mais facilidade, como no olhar nos olhos ou enquanto deitados juntinhos no sofá vendo TV.

Depois disso, vem uma parte que eu particularmente gosto muito, que é olhar para as necessidades de ambos, para as suas necessidades e para as dele. Homens e mulheres são diferentes. Geralmente, homem faz sexo para relaxar, já a mulher tem de estar relaxada para fazer sexo. O time parece completamente oposto, mas não precisa ser, lembre-se de que vocês estão caminhando juntos porque escolheram dividir a estrada, não porque foram obrigados. Então, claro que vale expor e conversar sobre tudo, principalmente sobre a transa, ou melhor, a falta dela. Às vezes, ouvir o outro, conhecer sua versão e contar a sua é 80% da solução. Muitos pontos são necessários para manter a união do casal, mas, sem dúvida, a conexão e a liberdade de expor sentimentos encabeçam a lista. Separados somos apenas yin e yang, juntos somos yin e yang em movimento, a junção de duas energias vivas e poderosas.Essa é a brincadeira, estar em constante movimento, juntos e misturados sem saber onde um começa e onde outro termina, apenas ter a certeza que estão ali completamente entrelaçados.

Diante de todas as opções e caminhos, mais uma coisinha se faz necessária, uma autoanálise leve e despretensiosa. A busca aqui não é atribuir culpa, muito menos encontrar culpados, mas é importante perceber se realmente você não tem mais tempo para transar ou se,na realidade, você não quer ter tempo para transar. Sim, isso pode acontecer, por inúmeros motivos, como cansaço excessivo, esgotamento emocional ou baixa hormonal. Vale olhar para isso com sinceridade e se perguntar, realmente estou ocupada demais, invertendo as prioridades e aí não tenho tempo ou me imponho prioridades diferentes para não ter tempo? É basicamente perceber, sem o véu da culpa e da vitimização, se não tenho tempo ou se não quero. E não se desespere caso a resposta encontrada seja “não quero”, observe-se, descubra o porquê não quer e fique tranquila, pois para tudo sempre há solução.

Por Paula Nigama

   

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