TANTRA PARA MULHERES

Tantra para mulheres

Quando uma mulher sufoca sua essência, sua mulher selvagem, seu eu supremo, ela sente-se histérica e perdida, além de infeliz e exausta, parece que nada está em seu lugar, nada se encaixa, há uma insatisfação permanente. Esses são os sintomas que acometem praticamente todas nós mulheres, sejamos nós jovens ou velhas, donas de casa ou grandes executivas, ricas ou pobres.

Basta nos observarmos mais de perto, mais a fundo. Vamos lá, tente olhar para si sendo o único e exclusivo alvo do seu olhar e preocupação neste momento. Observe-se como se nada mais existisse ou exigisse sua atenção. Observe-se desnuda, não apenas de roupas, mas de conceitos, preconceitos e julgamentos, vá além do convencional, do previsível, do esperado, olhe-se por dentro, olhe para o seu corpo, mente e alma. Neste momento, provavelmente você vai tomar um susto. Um choque, eu diria. Foi assim comigo.

Este é o momento em que se dá conta de uma total e assustadora falta de si.

Não tenha pena de si mesma, não se vitimize, muito menos se culpe, puna ou flagele, esse é o resultado do raio X de quase todas nós. Estamos adormecidas, o nosso primitivo ancestral, nossa intuição, encontra-se em processo de hibernação há tempos. Fomos treinadas para sermos boazinhas, gentis, obedientes, bem comportadas, filhas, esposas e mães dedicadas. Devemos ser e fazer o que esperam de nós.

Carregamos uma ferida lacerada disfarçada por sorrisos que mascaram nossos rostos e nos tornam belas peças de decoração no cenário da vida. Nos foi roubado o direito instintivo de sentir, somos maquinas de agradar, de servir, verdadeiros jardim sem flores, rios de fluxo invertido.

Estamos morrendo um pouco a cada dia sufocadas não pela ausência de oxigênio, mas por não saber respirar. Temos tanto dentro de nós, mas está tão soterrado que, quando vem à tona, não sabemos o que fazer e acabamos sucumbindo pelo excesso, não pela falta.

Atualmente, tudo é tão apressado e superficial, temos que alcançar marcas, cumprir metas, acumular, a ordem mundial diz que o ter é o importante. Neste labirinto, o ser tornou-se desnecessário, não damos atenção para os nossos anseios, decidimos pelo que deve ser feito, não pelo que queremos fazer e, quando nos damos conta, percebemos que passamos a vida inteira lustrando uma caixa de nada, cheia do que não importa.

O Tantra busca despertar essa mulher, essa aí dentro de você e de mim,  que grita, urra e luta desesperadamente para se manter viva entre os escombros de nossas emoções. O convite é despertar essa mulher selvagem e primitiva desse sono profundo e apático e iniciá-la, trazê-la à  tona, apresentar-lhe sua sexualidade, o poder contido na sua libido, mais que isso, reconectá-la com o seu poder pessoal, amorosidade, sua capacidade de criação e integração com universo, não apenas como habitante dele, mas como parte real do todo. A mulher sabe o Tantra, só precisa se lembrar.

A ideia aqui não é tornar o Tantra uma caixa de Pandora, cheia de magia e ritualística complexa. Não, nós mulheres não precisamos, podemos se quisermos, mas não precisamos  nos confinarmos numa floresta com outras mulheres da mesma egrégora, entoando cânticos e dançando à meia noite em volta de uma fogueira com os corpos banhados pelo sangue sagrado advindo do nosso útero.

Ao contrário, a meta é descomplicar ao máximo. O Tantra é real e acessível a todos e em todos os momentos. Para lançar mão de uma vida tântrica não são necessários rituais rebuscados, o convite é ser tântrico a todo momento,  desenvolver um olhar tântrico sob os acontecimentos cotidianos e usar o Tantra sempre que precisar, pois ser tântrico é ter encontrado a porta de acesso para uma nova perspectiva.

As vivências ritualísticas são úteis e ajudam metaforicamente, ampliam a sensibilidade, além de funcionar como uma recarga de baterias, mas na “vida real”, infelizmente não é possível isolar-se e mergulhar em ritos a todo momento. Há decisões que devem ser tomadas nas salas de reunião, no trânsito, na escola das crianças, na fila do banco e que não comportam uma atuação mística. É a esse serviço que queremos também colocar o Tantra, trazê-lo pra vida cotidiana, no trato com pessoas ditas “comuns”. Queremos desmistificar e tê-lo ao alcance das mãos,  para toda e qualquer situação,  pois, mais que um conjunto de rituais místicos e práticas prolongadas, ele é um estilo de vida, um enfoque, um olhar. É muito mais uma viagem do que um destino.

 

Por Paula Nigama

   

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