O QUE É TANTRA E QUAIS OS SEUS BENEFÍCIOS

 

É possível desenvolver uma terapia em grupo com o Tantra?

Sim, o Tantra é um caminho de autoconhecimento, que desenvolve Sexualidade, Poder Pessoal e Espiritualidade em sinergia, e sua prática pode ser realizada individualmente, em casal ou em grupo.

Como funciona e quais os prós e contras durante esse encontro?

Os grupos geralmente são realizados em polaridade, ou seja, com o mesmo número de homens e mulheres, e os exercícios são praticados em espelho, uma pessoa de frente para a outra, preferencialmente um homem e uma mulher, para que haja equilíbrio entre a energia masculina e feminina.

Por utilizar meditações ativas, ou seja, com muito movimento corporal, respirações intensas e soltura de sons, a atividade em grupo se torna muito interessante, potente e divertida, é uma experiência de liberdade e espontaneidade, melhorando a disposição, a autoestima e o relacionamento com as pessoas e consigo mesmo.

Claro, por se tratar de um grupo, as questões individuais não são trabalhadas com tanta personalização como num desenvolvimento individual ou em casal, mas, com certeza, terão resultados positivos em sua vida.

O grupo permite ainda conhecer e se relacionar com pessoas que estão na mesma vibe, com os mesmos interesses, facilitando o aprofundar-se no Tantra, conhecer os benefícios do Tantra para outras pessoas, compartilhar experiências e fazer novas amizades.

Qual o poder desta terapia?

O grande poder do Tantra está na possibilidade de você se autoconhecer profundamente, olhar para aspectos seus que você não conhecia, mesmo num grupo que não é 100% personalizado, pois o Tantra trabalha muito a resposta do seu corpo, que são respostas involuntárias, respostas que não são possíveis controlar.

O Tantra é intenso, profundo, ele vai direto ao ponto, ele ultrapassa o crivo da mente, não tem como fazer mais ou menos, ou você entra e faz de verdade ou não faz, não tem como enganar ou fingir, não tem como ficar no superficial.

É um caminho que trabalha ao mesmo tempo corpo, mente, emoções, sentimentos e sensações. O essencial é permitir sentir e expressar o que sente, com verdade.

O QUE É SER TÂNTRICO

O que é ser tântrico

O Tantra é, um sua origem, um caminho de iluminação, uma jornada de encontro com o nosso eu mais puro, um encontro que possibilita uma vida de mais prazer, presença, sabedoria, paz, compaixão; e menos ignorância, sofrimento, inveja, raiva, rancor.

O propósito dos tântricos é viver uma vida mais plena, com mais presença no presente, fluindo na vida com mais prazer e com menos sofrimento, ou seja, estar presente durante as refeições, saboreando e sentindo cada garfada; aproveitar e curtir os momentos com os filhos ou com o(a) parceiro(a) de vida, sem estar preocupado ou angustiado com coisas externas; sentir prazer e ganhar energia com a profissão que se dedica; ser tocado pelas belezas que existem no dia-a-dia, no cotidiano. E tudo isso não como uma encenação ou algo fabricado: “ver beleza, pois tem de ser belo”, “curtir o momento, porque deve ser um momento a ser curtido”, “falar que está feliz no trabalho, porque o trabalho tem de ser algo prazeroso”. Não. Apesar da misticidade e de toda a poesia do Tantra, ele é um dos caminhos de transformação mais reais que existem. Ele não fabrica a realidade, pelo contrário, ele procura tirar todos os véus dos olhos para enxergar, sentir e entender a realidade como ela realmente é, por todos os seus ângulos, por todos os pontos de vista possíveis. Aí sim, ele usa e dança com a realidade da melhor maneira para ele. Ele usa a realidade e o seu relacionamento com ela a favor do seu autoconhecimento, do seu amadurecimento, do seu empoderamento, do seu crescimento.

O tântrico busca ser o protagonista de sua vida, seguindo o vibrar do seu coração, e não viver na normoze, numa vida automática, numa vida que apenas passa. O tântrico é aquele que tem o poder e a capacidade de escolher e realizar o que quer para si. O tântrico não escolhe por falta de opção, ele escolhe por criar infinitas possibilidades. Ele pode transformar os limões que recebe em uma limonada, mas, mais que isso, se ele deseja uma laranjada, ele transforma os limões em laranjas.

O tântrico opta por algo que o expanda, e não que o limite. E o mais importante, o tântrico se responsabiliza pelos seus atos. Seja qual for sua decisão, sua atitude, ele reconhece a sua responsabilidade sobre a consequência. Apesar de ser conhecido como o caminho da liberdade, ser tântrico não é fazer o que quer, mas sim, conseguir o que quer, sem perder energia e sem se machucar.

Ser tântrico é escolher ser feliz.

   

MEDITAÇÃO NO TRABALHO

Meditação no trabalho

É POSSÍVEL PRATICAR MEDITAÇÃO NO TRABALHO?

Quando pensamos em meditação, pensamos em um lugar calmo, tranquilo, dentro de casa e quando ninguém vê. Porém, é possível praticar a meditação também durante o trabalho, para amenizar estresses a ajudar no foco e concentração.

Quais são dicas para começar a meditação no trabalho?

Claro, a meditação trata-se de um treinamento do cérebro e de um caminho de acesso e de conexão com as nossas sensações, emoções, pensamentos e vontades. Para tanto, um lugar calmo e tranquilo ajuda, mas não é essencial, o importante é estar aberto para entrar em contato consigo, colocar atenção no que está sentindo e observar os pensamentos. Geralmente, relacionamos meditação a ficar parado e em silêncio. No Tantra, por exemplo, as meditações são ativas, ou seja, elas estimulam o movimento, a respiração e a soltura dos sons. É uma prática de presença e de expressão do que se sente. No caso do ambiente de trabalho, é de extrema importância meditarmos, pois reduz a nossa ansiedade e estresse, melhorando as tomadas de decisões e a resolução de problemas.

Uma opção de exercício para quem está no trabalho é respirar profundo, colocando atenção na inspiração e na expiração. Pode ainda escrever ou desenhar o que está sentindo, pois nos conecta com o que as nossas emoções e as expressamos de alguma forma. Quando alguém nos irrita e incomoda, vale olharmos para a pessoa como se ela tivesse 5 anos de idade, o que nos ajuda a mudar o nosso julgamento sobre o outro e como nos relacionamos com ele. Ao identificar algo negativo em alguma coisa ou alguém, imediatamente encontre algo positivo (e vice-versa), isso nos ajuda a trazer novos olhares para o que vemos, influenciando a forma como nos sentimos sobre aquilo.

Para exercitar a meditação, o importante é entrar em contato consigo mesmo e ser sincero com o que sente. Sem brigarmos com o que estamos sentindo, com o que estamos pensando, o lugar não importa muito, o olhar para si e para suas vontades isso sim é o mais importante.

É possível meditar em qualquer lugar em um minuto e fazer uma significativa mudança no seu estado mental rapidamente, como proposto pelo “One Moment meditation”?. Para isso, é necessário prática diária?

Meditação é presença, é entrar em contato consigo e com o que está acontecendo no agora. Conforme praticamos a meditação, mais fácil se torna o acesso a nós mesmos, desacelerar os pensamentos, interromper as preocupações e viver o momento presente. Cada vez que meditamos, ou seja, que estamos mais presentes, a mente deixa de tagarelar e o nível de ativação cerebral diminui, abrindo espaço para o relaxamento e alterando o nosso estado mental para uma vibração mais tranquila, de quietude. Com isso, o cérebro ganha energia e volta com mais força, encontrando soluções com mais facilidade.

Por outro lado, ao parar por um minuto para ficar apenas no presente, abrimos espaço também para o real, para o que está na nossa frente, para o sol que brilha, para ouvir uma música, para perceber que alguém acabou de lhe dar bom dia e você mal respondeu, enfim, parar por um momento nos permite sair do automático da alienação e deixar ser tocado pelo mundo e por nossas emoções, ao contrário de passar reto a todas as coisas, focado apenas nas metas, nos problemas, no concluir os afazeres do dia.

A prática regular da meditação deixa o exercício mais fácil, além de se tornar algo habitual, ou seja, meditamos e estamos presentes sem esforço, sem precisar colocar a meditação na agenda.

Meditar não é questão de tempo, mas sim, de intensidade e conexão consigo mesmo.

 

   

TANTRA PARA HOMENS

Tantra para homens

O Tantra é mais conhecido pelo seu sexo, aquele que pode durar o dia inteiro, com direito a hiperorgasmos. No caso dos homens, o que mais chama a atenção é possibilidade de manter uma ereção contínua por muito tempo e levar a parceira ao êxtase.

Claro, muito deste estereótipo está relacionado ao sexo que conhecemos, que nos é vendido, principalmente pelo conteúdo pornográfico. O que não é errado, mas é apenas uma parte do sexo. O sexo vai muito além da penetração, do entra e sai, das fantasias sexuais. Sexo tem conexão, liberação de odores (ferormônios), água na boca, toques sutis, pegadas fortes, boca, língua. O corpo, coração e mente por inteiros.

Tantra é isso também, mas tem mais, muito mais. Tantra é comportamento, é um estilo de vida. Logo, Tantra é um olhar sobre todos os aspectos da vida, seja sexo, amor, relacionamentos, família, trabalho, amizade, Deus, vida, morte.

E no Tantra, o Homem é aquele que sustenta. Esse “sustento” acabou se restringindo a “trazer o dinheiro para casa” em alguns momentos. Sim, as mulheres têm cada vez mais conquistado seu lugar no mercado de trabalho e sua voz dentro de casa. Mas o homem ainda traz a figura do masculino como o provedor, e o provedor de contas pagas.

O sustentar masculino é mais do que isso. Estamos falando de ser o suporte, os pilares, a terra, a base, o refúgio, o esclarecimento. E isso pode significar dinheiro e pagar as contas. Mas também significa ouvir, estar presente, dar conselhos, falar o que pensa, ajudar nas tarefas de casa, compartilhar sentimentos, dar carinho, dar presente, dar esporro, preparar o jantar, ajudar a cuidar dos filhos, falar que ela está bonita. É fazer o que precisa ser feito para a mulher brilhar.

Se estivéssemos num espetáculo de dança, por exemplo, a mulher é a atração principal. É ela quem dança e brilha e contagia a todos. É ela quem fantasia tudo o que vai acontecer. O homem é a base, a estrutura. É ele quem dá limites ao voar da mulher, se não ela pode cair e se machucar. O homem cuida de todos os bastidores da peça, da luz, do som, do abrir e fechar das cortinas. É ele quem torna possível o espetáculo para a mulher. Ele é suporte, ela é a dança.

No sexo tântrico está a mesma ideia. O homem é o sustento, ele é a base para a mulher voar, para ela se entregar, para ela mergulhar em si mesma, para ela entrar em êxtase. Êxtase este que não vem do homem. O êxtase é dela. Assim como o êxtase do homem é dele. Um não tem o poder de dar prazer ou orgasmo ao outro. O prazer e orgasmo são nossos. O outro pode acessá-lo, mas não dá-lo. E no êxtase conjunto, os dois vão juntos, como um só, ao encontro de suas almas.

Este é o homem no Tantra. Aquele que sustenta. O que não é fácil, pois, para tal, é preciso muita coragem e muita energia. É preciso saber falar e calar, agir e recuar, sobretudo, estar presente. Se o homem não toma as rédeas da situação, enquanto sustentáculo da mulher, ela não se sente segura para fazer seus rodopios e abrilhantar o espetáculo. Ela tem de ter total confiança no homem para se entregar e mergulhar em si mesma e, consequentemente, entregar-se por completo a ele.

O nosso trabalho busca este masculino, através do desenvolvimento da sexualidade, poder pessoal e espiritualidade. No meio do caminho, o homem vai alcançar a tonificação genital e a ereção prolongada. Mas não para por aí. O homem tântrico é aquele que mergulha em si e busca se conectar com o seu masculino. Uma energia potente, assustadora. É um amadurecimento equilibrado, de modo a não entrar em extremos, como o “machão”, que trata a mulher como objeto, ou o “menino desprotegido”, que busca nas mulheres a figura materna, mas sim, tornar-se homem, as raízes que darão plena sustentação para mulher alçar vôo.

No Tantra, o homem tem de aprender o caminho. A mulher já sabe, ela só tem de se lembrar. E ensinar ao homem.

   

TANTRA PARA MULHERES

Tantra para mulheres

Quando uma mulher sufoca sua essência, sua mulher selvagem, seu eu supremo, ela sente-se histérica e perdida, além de infeliz e exausta, parece que nada está em seu lugar, nada se encaixa, há uma insatisfação permanente. Esses são os sintomas que acometem praticamente todas nós mulheres, sejamos nós jovens ou velhas, donas de casa ou grandes executivas, ricas ou pobres.

Basta nos observarmos mais de perto, mais a fundo. Vamos lá, tente olhar para si sendo o único e exclusivo alvo do seu olhar e preocupação neste momento. Observe-se como se nada mais existisse ou exigisse sua atenção. Observe-se desnuda, não apenas de roupas, mas de conceitos, preconceitos e julgamentos, vá além do convencional, do previsível, do esperado, olhe-se por dentro, olhe para o seu corpo, mente e alma. Neste momento, provavelmente você vai tomar um susto. Um choque, eu diria. Foi assim comigo.

Este é o momento em que se dá conta de uma total e assustadora falta de si.

Não tenha pena de si mesma, não se vitimize, muito menos se culpe, puna ou flagele, esse é o resultado do raio X de quase todas nós. Estamos adormecidas, o nosso primitivo ancestral, nossa intuição, encontra-se em processo de hibernação há tempos. Fomos treinadas para sermos boazinhas, gentis, obedientes, bem comportadas, filhas, esposas e mães dedicadas. Devemos ser e fazer o que esperam de nós.

Carregamos uma ferida lacerada disfarçada por sorrisos que mascaram nossos rostos e nos tornam belas peças de decoração no cenário da vida. Nos foi roubado o direito instintivo de sentir, somos maquinas de agradar, de servir, verdadeiros jardim sem flores, rios de fluxo invertido.

Estamos morrendo um pouco a cada dia sufocadas não pela ausência de oxigênio, mas por não saber respirar. Temos tanto dentro de nós, mas está tão soterrado que, quando vem à tona, não sabemos o que fazer e acabamos sucumbindo pelo excesso, não pela falta.

Atualmente, tudo é tão apressado e superficial, temos que alcançar marcas, cumprir metas, acumular, a ordem mundial diz que o ter é o importante. Neste labirinto, o ser tornou-se desnecessário, não damos atenção para os nossos anseios, decidimos pelo que deve ser feito, não pelo que queremos fazer e, quando nos damos conta, percebemos que passamos a vida inteira lustrando uma caixa de nada, cheia do que não importa.

O Tantra busca despertar essa mulher, essa aí dentro de você e de mim,  que grita, urra e luta desesperadamente para se manter viva entre os escombros de nossas emoções. O convite é despertar essa mulher selvagem e primitiva desse sono profundo e apático e iniciá-la, trazê-la à  tona, apresentar-lhe sua sexualidade, o poder contido na sua libido, mais que isso, reconectá-la com o seu poder pessoal, amorosidade, sua capacidade de criação e integração com universo, não apenas como habitante dele, mas como parte real do todo. A mulher sabe o Tantra, só precisa se lembrar.

A ideia aqui não é tornar o Tantra uma caixa de Pandora, cheia de magia e ritualística complexa. Não, nós mulheres não precisamos, podemos se quisermos, mas não precisamos  nos confinarmos numa floresta com outras mulheres da mesma egrégora, entoando cânticos e dançando à meia noite em volta de uma fogueira com os corpos banhados pelo sangue sagrado advindo do nosso útero.

Ao contrário, a meta é descomplicar ao máximo. O Tantra é real e acessível a todos e em todos os momentos. Para lançar mão de uma vida tântrica não são necessários rituais rebuscados, o convite é ser tântrico a todo momento,  desenvolver um olhar tântrico sob os acontecimentos cotidianos e usar o Tantra sempre que precisar, pois ser tântrico é ter encontrado a porta de acesso para uma nova perspectiva.

As vivências ritualísticas são úteis e ajudam metaforicamente, ampliam a sensibilidade, além de funcionar como uma recarga de baterias, mas na “vida real”, infelizmente não é possível isolar-se e mergulhar em ritos a todo momento. Há decisões que devem ser tomadas nas salas de reunião, no trânsito, na escola das crianças, na fila do banco e que não comportam uma atuação mística. É a esse serviço que queremos também colocar o Tantra, trazê-lo pra vida cotidiana, no trato com pessoas ditas “comuns”. Queremos desmistificar e tê-lo ao alcance das mãos,  para toda e qualquer situação,  pois, mais que um conjunto de rituais místicos e práticas prolongadas, ele é um estilo de vida, um enfoque, um olhar. É muito mais uma viagem do que um destino.

   

TANTRA PARA CASAIS – SINTONIA, CUMPLICIDADE, CONEXÃO, INTEGRAÇÃO, SINERGIA, JUNÇÃO

TANTRA PARA CASAIS

Ele e ela, claro e escuro, terra e água, raízes e asas, masculino e feminino, antagonistas, num instante polos opostos, lua e sol, noutro Yin e Yang no mais puro, natural e orgânico movimento, da dualidade nasce a unidade bailando a sagrada dança de Deus”

(Paula Nigama)

Veneno e néctar são duas facetas da mesma energia, assim é a vida e a morte e tudo que conhecemos. Tudo caminha em pares ou polos, para cada ser existe o seu correlato.

A natureza divina polarizou os seres. Nós humanos, numa tentativa desastrosa de arremedá-la, resolvemos polarizar e valorar as coisas, as situações, as relações, criamos equivocadamente o conceito de bom e mau e, consequentemente, parimos a condenação.

A condenação é destrutiva. Ao condenar algo, negamos as possibilidades, fechamos portas, recolhemos nossos radares e nos mantemos em espaços conhecidos, impedidos de evoluir, além de nos impor uma constante sensação de culpa e reprovação. Nos tornamos livres prisioneiros de conceitos morais que a tudo condenam.

As amizades, as relações, os sentimentos, as vontades e desejos, o corpo, a aparência, o comportamento, tudo é condenável. Condena-se os pensamentos e, por último e mais devastador, condenamos o sexo, que deveria ser exaltado, pois é através dele que se gera uma nova vida. O condenamos e ainda com maior fúria, nos tornamos infelizes julgadores e julgados de tudo e todos.

O Tantra é contrário a todo tipo de imposição de valor. Para o Tantra, nada é valorado, tudo apenas é, as coisas simplesmente existem. Por isso, na visão tântrica, nada é condenável, nada é excluído, tudo é agregável, tudo possui várias óticas e perspectivas, e todos somos livres e responsáveis para seguir o caminho que tocar nossa alma.

Na visão tântrica, não há diferença entre o sagrado e profano, entre o amor divino e o humano, tudo é uma continuidade, são extremos de um mesmo cordão. O mesmo se aplica ao sexo, o sagrado e profano caminham de mãos dadas. O sexo pode ser apenas expressão da sexualidade, mas pode ser a mais plena expressão de amor.

A mensagem do Tantra é clara, ele não acredita na filosofia do este ou aquele, o Tantra não é dado à sexualidade cega, e também não é dado apenas à espiritualidade, são ambas. Ele não rejeita nada, ele transforma tudo. Quando o sexo é aceito naturalmente, ele começa a se elevar. Neste instante, abre-se espaço para o sexo ser algo além da sexualidade, acessa-se à porta de entrada do paraíso, onde o sexo torna-se a mais plena e real conjunção.

Essa é nossa busca com esse trabalho elaborado especialmente e delicadamente para casais. Acessar o ato sexual enquanto conjunção, e mais, tornar isso possível, viável e acessível a todos, com qualquer tipo de vida. Sim, o sexo tântrico é mundialmente conhecido pelo tempo que seus praticantes dispõem para sua prática, sim, ele pode ser uma prática ritualística de horas, mas o grande segredo do sexo tântrico é o acesso e a sensibilização que seus praticantes desenvolveram.

Acesso para o Tantra significa perder-se na sensação, significa estar tão presente no ato, que será impossível mensurar a passagem do tempo. Acesso significa obter sensações incríveis que podem sim ser alcançadas em práticas de 5 horas, mas que podem ser igualmente possível alcançá-las em 15 minutos, enquanto seus filhos dormem no quarto ao lado. O compromisso do nosso trabalho é guiá-los na abertura e descoberta desses acessos.

   

TANTRA, ESTILO DE VIDA

TANTRA, ESTILO DE VIDA

Muito se fala de Tantra como um caminho para sexualidade plena e resignificada, o alcance de prazer nunca antes sentido, uma saída para a mesmice das relações, um apimentar do casamento, uma solução mágica, aquela tão sonhada e bem vinda novidade que proporcionará um vigor extra a uma vidinha sexual já desgastada pelo tempo.

O Tantra pode ser isso também, mas tem mais, muito mais.

O Tantra nasce a 5 mil anos como busca ao estado meditativo (momento perseguido na meditação), caminho de iluminação  e consequentemente expansão espiritual. Ocorre que os meditadores em suas práticas percebem em algum momento que a sensação mais próxima do estado meditativo era a sensação orgástica, no momento exato do orgasmo experiencia-se o pleno estado meditativo.

Começam a partir desse momento a utilizar a energia sexual, meditar através do orgasmo e aproveitam o orgasmo com finalidade espiritual. Práticas são desenvolvidas para aumentar o tempo do orgasmo, torná-lo mais longo, duradouro, sucessivo e consequentemente manter-se mais tempo em estado meditativo, em contato com sua essência e promovendo expansão físico, mental e espiritual. A finalidade do orgasmo nessa circunstância é diferente, não é orgasmar para melhorar a vida sexual e a qualidade do orgasmo, não, é utilizar o orgasmo para meditar.

Nesse contexto, nasce o Sexo Tântrico, um conjunto de práticas e ritos, que servem tão somente como ferramenta para aumentar o tempo da sensação orgástica, para se manter mais tempo em contato com o estado meditativo, não para aumentar o prazer sexual, trabalhar a libido, erotizar as relações ou apimentar os casamentos, nada disso, a busca era espiritual, meditativa e de expansão e transformação do ser humano.

Aqui no Ocidente, temos a impressão de que o Tantra está a serviço da sexualidade, a proposta é “ressignifique sua vida sexual, crie uma nova sexualidade para um nova humanidade”,  mas não, na filosofia original, é exatamente o contrário, a sexualidade está a serviço do Tantra, utilize sua energia vital (energia sexual, de criatividade e criação) para ressignificar não apenas sua sexualidade, mas sim a sua existência, neste sentido percebemos o quão mais amplo é o conceito do Tantra.

O Tantra contempla e engloba bem mais que a sexualidade, ser Tântrico é um estilo de vida, não é apenas fazer sexo por horas e com um prazer potente, não, praticar o Tantra é olhar para vida de maneira diferente, mais ampla, mais abrangente.

Aguçar a percepção sobre o mundo externo, mas, mais ainda, voltar os olhos para o interno. Tudo que necessitamos, na maioria das vezes já possuímos, basta tomarmos consciência e descobrirmos o caminho de acesso.  O Tantra te coloca de frente com suas vontades e desejos e promove uma real transformação, pois pinça de maneira muito certeira nossas prioridades.

Retira os véus e nos apresenta nossas fragilidades, dúvidas, rancores, receios e os meandros mais tortuosos aos quais nos submetemos por comodismo ou medo. Entramos realmente em contato com a essência mais ancestral do nosso ser, que às vezes nem mesmo nós sabíamos que possuíamos.

Enfim, o Tantra, enquanto finalidade real, promove um autoconhecimento profundo, a busca não é apenas procurar as respostas certas, mas, antes de tudo, melhorar e exercitar as perguntas e assim promover a real transformação, a interna.

Mas, e sobre a vida sexual, a tal ressignificação, o expandir de sensações, essa nova sexualidade capaz de levantar e sacudir qualquer relação, que promete salvar casamentos a muito soterrados pelo desgaste e ornamentado pela rotina? Era mentira, não existe, foi um truque de marketing? Mas isso muito me interessava, estava tão feliz com a possibilidade de trazer algo novo pra minha vida, e agora????

E agora, acalme-se, não se desespere, realmente o Tantra não nasce como paliativo, coadjuvante ou alternativa a uma vida sexual moribunda, o seu fim nunca foi tratar ejaculação precoce (ejaculação rápida), ou anorgasmia (ausência de orgasmo), muito menos apimentar relações, erotizar ou alimentar fantasias, promover sexo grupal, nada disso, mas é inegável admitir que viver o Tantra em sua essência, com a finalidade de expansão e meditação, pratica-se muito, sensibiliza-se sim o corpo e aprende-se caminhos e potencialidades antes desconhecidos, é um redescobrir-se, e sim, toda essa prática reflete na vida sexual de maneira significativa, podendo então sim: tratar disfunções sexuais, aumentar a sensibilidade do corpo, promover maior conexão e integração do casal, ampliar a sensação de orgasmo e, neste contexto, trazer novidades e apresentar sim aos pares uma sexualidade diferente, ressignificada.

O Tantra é o caminho da transformação, mas é também o caminho da liberdade da naturalidade, da fluidez, um dos seus efeitos mais marcantes é abrir percepções e possibilidades, então, não faria sentido eu escrever para dizer que Tantra não serve para você que está lendo, não, não, não, ao contrário o Tantra serve e está a disposição de todos que queiram com ele brincar, nossa missão é tornar o Tantra cotidiano, acessível, natural, trazê-lo ao alcance de todos quantos queiram conhecer, experienciar e vivenciar seus benefícios.

Queremos trazer ao alcance de todos o Tantra real, original, não deturpado, um trabalho sério que pode sim amplificar o seu prazer, renovar sua vida sexual, mas que pode ir muito além disso, não podemos jamais esquecer que tudo que se alcança com as práticas tântricas em prol da vida sexual é um efeito reflexo, potente, real, resolutivo, mas reflexo, não podemos, por conta de resultados tão poderosos do Tantra dentro da sexualidade, encaixotá-lo e afastar sua função primeira, que é a de proporcionar autoconhecimento, expansão, conexão e um caminhar em busca do real encontro com a essência do ser: a iluminação pessoal. Em outras palavras, o Tantra possibilita vivermos uma vida de paz e felicidade, independentemente do caos ao nosso redor, uma vida com menos sofrimento e com muito mais sabedoria, saindo da ignorância e do egocentrismo, aprendendo a compaixão, o amor e o respeito ao próximo.

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